Terça-feira, 25 de Julho de 2006

A idade absolutamente irrelevante

Este fim-de-semana João Antunes ganhou a sua primeira etapa no campeonato nacional. Vai em segundo no ranking e vai perseguido muito de perto por José Gregório. Os dois têm mais de trinta anos, idades que em qualquer outro desporto se pensaria na reforma, mas no surf a idade é assim tão relevante?

Kelly Slater com 34 anos está a dominar toalmente o circuito mundial, o seu surf continua a quebrar barreiras, a estabelecer padrões e parece não haver ninguém que consiga chegar-se a ele. Occy o ogre autraliano com sangue italiano nas veias tem quarenta anos, no WCT há poucos que atirem tanta água para fora da onda como ele.

De volta ao campeonato nacional, os quartos-de-final foram feitos com metade dos competidores com mais de trinta anos. Para as meias apenas Ruben Gonzalez tinha menos de trinta. O que é que isto significa? Uma falha geracional? Um geração de ouro? Ou simplesmente que a idade é o que menos interessa no surf, e a mentalidade é que faz a diferença?

Se José Gregório é adepto do power surf, e ninguém neste país mexe tanto na água como ele. João Antunes na onda da vitória, ainda o heat não tinha fechado, faz a onda para a direita, apanha uma rampa e levanta voo ao pé da areia, aterra a manobra e levanta os braços com uma juvenilidade impressionante...

Uma nova geração nasce para o surf competitivo agora, liderados por surfistas como Miguel Ximenez e Frederico Morais. Mas os trintões e os quarentões têm ainda muito que dar, e ensinar no surf em Portugal.

Miguel Bordalo
publicado por Saposurf às 12:40
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 11 de Julho de 2006

Coxos contestável?

Há uns dias no México passou-se um evento formidável, principalmente nos dois a três primeiros dias. Um WCT neste momento exige ondas, mas não exige só um bom swell como também uma onda de qualidade; talvez por isso a Quiksilver asiática tenha retirado o Japão da sua lista de eventos do WCT, e nos próximos anos, se não for escolhida uma data diferente para o Brasil o futuro de um WCT neste país será extremamente difícil. Na ressaca do Rip Curl Search ficou a certeza que em poucos dias o nome do México ficou associado a altas ondas e novas prespectivas turísticas. Para lá dos beneficios económicos que nascem deste tipo de eventos para as comunidades locais, a curto e a longo prazo, foi possível observar a melhoria considerável dos surfistas locais, principalmente os mais novos que absorvem mais facilmente os movimentos dos surfistas mais experientes. Uma coisa é ver estes surfistas bestiais a surfar ondas no outro lado do mundo, outra é verem-nos a fazer surf em ondas iguais às que surfamos, a comparação é mais fácil, a observação de um surf diferente que se descobre com os outros que têm diferentes experiências é de um valor inestimável. No México os locais estavam boquiabertos com a capacidade que os atletas tinham de apanhar a onda muito para lá do pico que se usa normalmente, mais no outside. A maneira como se encara a onda torna-se diferente, a escolha de manobras também...


Em Portugal tem sido discutido se se poderá apresentar ou não um WCT nos Coxos, a onda é reconhecida como a melhor de Portugal, dificilmente é um segredo ao contrário do que fazem querer,e a passagem dos atletas do WCT só poderia torná-la melhor. Em contraponto temos os factos de que é uma onda num sitio difícil de criar uma infraestrutura e tem uma presença de locais forte e defensiva. É evidente que o WCT nunca podeira passar apenas pelos Coxos, em Portugal tinha de ser móvel como o do Brasil é, quase com um espaço ilimitado para instalar toda a logistica necessária. Mas os Coxos teriam de fazer parte do locais utilizados. Isso seria bom para a Ericeira, da mesma maneira como foi para o México, a nível de surf, económico, daria oportunidade aos surfistas locais para se destacarem, mostrarem a sua abordagem já mais rotinada em confronto com surfistas habituados a mudarem o repertório e a criar novas abordagens. Ou não? Deve-se deixar os coxos apenas para o free surf e para os assaltos a carros?



Inserido por Miguel Bordalo
publicado por Saposurf às 19:34
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 7 de Julho de 2006

As escolhas certas







O surf é ou não um desporto de precisão? Por vezes parece, o material tem de ser acertado ao limite, seja porque as ondas quanto maior forem, maior tem de ser a prancha, quanto mais pequena a onda... bem, aí a escolha é uma questão de conforto. As quilhas são também passíveis de serem estudadas com alguma profundidade, há quilhas para ondas maiores e pequenas, quilhas para fazer um tipo de surf mais explosivo, outro mais estiloso e suave, quilhas mais nervosas e quilhas mais presas. Estas são escolhas que podem até ser diárias.



Onde tudo se torna mais difícil é na escolha da prancha, as pinturas são por vezes o mais discutido e sem sombra de dúvida o mais supérfluo, o que importa começa, na minha opinião, na escolha do tail, é aí que tem de nascer a prancha. O tail, a parte de trás da prancha, tem várias funções, tendo em conta que os Pin Tails são para surfistas em condições extremas, temos para escolher basicamente três tipos de tails, Squash, Fish e Round. A Round, prima da Pin, que pode vir a ser uma round pin é já para surfistas que desejam ondas maiores e mais difíceis de surfar, as outras duas adequam-se mais ao tipo de surf em Portugal. São para um tipo se surf mais de performance, para ondas mais manobráveis. A escolha entre a Squash e a Fish está relacionada com o tipo de surf que fazemos, a Squash responde melhor às manobras, mas a Fish premite rasgar mais com mais segurança. A Squash é mais radical a Fish é mais estilosa, convinhamos uma prancha com um shape de Fish pode tornar-se até numa obra de arte...



Depois da escolha do tail temos de nos virar para a figura da prancha, novamente aqui a escolha é complicada para surfistas que não tenham possibilidade de ter muitas pranchas. Tem de haver um compromisso, aquela prancha vai passar por vários tipos de swell, e se de facto já fizer parte do nosso repertório a capacidade de entubar então a escolha torna-se ainda mais difícil! O tubo necessita muitas vezes de uma prancha mais pequena nas manobras como cutbacks, rasgadas, ou mesmo o básico e sempre importante bottom turn, que necessita de rail para pôr dentro da onda... o compromisso tem de ser feito consoante o tamanho da prancha, isto vai inevitavelmente afectar o nose da prancha se estivermos a falar de uma short-board, nem tanto se estivermos a falar de outro tipo de pranchas, de uma malibu, uma evolution ou um longboard.



Finalmente o corpo da prancha, a largura que nos vai premitir entrar na onda com diferentes tipos de dificuldades e diferentes tipos de velocidade. Tudo isto é uma dor de cabeça quando se vai a caminho de um shaper que sabemos que é bom...e essa é outra história, um bom shaper é sempre essencial! Discutir abertamente com o shaper e se possível fazer com que nos veja surfar.



Por vezes é mais fácil isto... ir a uma loja, apalpar uma prancha e sentir – é mesmo isto! – Pelo menos a minha última foi assim!


Inserido por Miguel Bordalo
publicado por Saposurf às 19:23
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito

Janeiro 2008

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

PESQUISAR

 

POSTS RECENTES

TOP 10 HISTÓRIAS DE 2007 ...

O Havai

Centros de Alto Rendiment...

O Cristiano Ronaldo do Su...

SACA TUDO NO WCT

A nova geração

Vem aí o mundial

Mais 20 por favor

Chegaram?

O Tubo

ARQUIVOS

Janeiro 2008

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Maio 2007

Fevereiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Março 2006

Agosto 2005

Maio 2005

blogs SAPO

subscrever feeds